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IoT & Redes   Fujitsu: empresas precisam de planear com a IA em conta
Um recente estudo da Fujitsu prevê que o impacto da inteligência artificial será demasiado profundo e inevitável para não ser incorporado na estratégia a longo prazo das empresas 03-11-2017



A Inteligência Artificial (IA) está a tornar-se uma das forças motrizes das alterações ao local de trabalho até 2025, e muitos dos actuais ambientes físicos de trabalho, práticas de trabalho e ferramentas de produtividade vão tornar-se obsoletos nos próximos oito anos, de acordo com um whitepaper recente criado para a Fujitsu pela empresa de pesquisa independente Pierre Audoin Consultants (PAC).

O whitepaper destaca que embora muitas empresas já estejam a esforçar-se por acompanhar as preferências em constante mutação dos colaboradores, deviam estar a planear para uma era em que a IA será omnipresente, em que os colaboradores estão sempre ligados, em que o trabalho freelance e flexível é normal, e em que os sistemas industriais tradicionais foram deitados por terra e reinventados. A Fujitsu solicitou à PAC que explorasse a questão: ‘Qual será o aspecto de uma estratégia de local de trabalho eficaz em 2025?’.

O white paper resultante, ‘Workplace 2025’, foca-se em mudanças sociais, evoluções tecnológicas, impactos ambientais, considerações de negócio e alterações demográficas como os principais factores que irão provocar reconfigurações nos requisitos futuros do local de trabalho.

O local de trabalho inteligente e a marcha imparável da Inteligência Artificial

Uma das principais previsões do whitepaper destaca o crescimento imparável da IA. Os analistas da PAC prevêem que o ritmo das mudanças continuará a acelerar entre agora e 2025, e terá impacto em todos os aspectos dos locais de trabalho futuros. A IA já é capaz de executar um conjunto cada vez maior de tarefas, e começa a ter um impacto alargado em quase todos os aspectos do local de trabalho e no modo como as pessoas vivem e trabalham.

Ramanan Ramakrishna, Responsável por Portfólio e Inovação de Serviço na Fujitsu EMEIA, comenta: “Para responder às necessidades da força de trabalho multigeracional dos dias de hoje, cada qual com as suas necessidades e expectativas, é importante que empresas de todas as dimensões comecem já a planear e a investir na sua futura estratégia de local de trabalho. Este é um passo crucial para permanecer relevante ao mesmo tempo que se retêm colaboradores e se proporciona uma experiência de utilização digital coerente tanto para os colaboradores como para a empresa como um todo.

"Com mais tecnologias como a IA a serem preparadas para serem lançadas, começamos a ver a emergência de uma experiência de utilizador mais personalizada que se adapta dinamicamente para reconhecer o contexto, a localização e as preferências. Estas tecnologias, quando acompanhadas de agentes virtuais, controlo de voz e wearables, estão a conduzir a uma experiência sem falhas, imersiva e colaborativa.

"Se as empresas quiserem manter o ritmo e criar uma estrutura adaptável para o local de trabalho do futuro, elas vão precisar de desenvolver uma visão dos papéis e competências essenciais de que precisam no médio e longo prazo, de modo a planear eficazmente e construir os alicerces para tudo, desde a implementação de espaço em escritório e infra-estruturas, até às capacidades técnicas de que vão precisar para construir e suportar uma força de trabalho que será reconfigurada pela IA.”

A Fujitsu recomenda que uma estratégia de local de trabalho eficaz para 2025 e mais além se deve basear no uso omnipresente de sistemas movidos a IA ao longo do dia de trabalho. A IA vai libertar os colaboradores para se focarem em actividades mais complexas, interessantes e de valor acrescentado, bem como fornecer suporte através de assistentes inteligentes, ajudar a forjar novas conexões empresariais com base na melhor combinação de competências determinada pela máquina, proporcionar uma experiência altamente personalizada, dinâmica e baseada no contexto para o agendamento de tarefas no dia de trabalho, e usar encaminhamento dinâmico em tempo real para evitar engarrafamentos, bem como para optimizar as viagens e os modos de transporte.

Os colaboradores nos escritórios vão ser alocados dinamicamente a secretárias mais próximas dos colegas com os quais interagem com maior frequência, e os assistentes digitais vão tomar conta do agendamento do calendário e de tarefas administrativas como reserva de viagens, ao mesmo tempo que dispositivos wearable vão ajudar as pessoas a autenticarem-se e a ter acesso a sistemas e informações a qualquer hora e em qualquer lugar. O whitepaper prevê que as empresas possam esperar um efeito transformador no seu local de trabalho impulsionado por alterações demográficas, pela ascensão da IA e pelo desaparecimento do ambiente de escritório tradicional.

O autor do whitepaper Workplace 2025 e Director de Investigação da PAC, Nick Mayes, comenta: “A maioria das organizações começam a lançar os alicerces certos para tornarem o seu local de trabalho à prova de futuro – por exemplo através da introdução de tecnologias como os assistentes virtuais digitais – ao mesmo tempo que avançam rumo ao ‘local de trabalho digital’ liferado por gestores e responsáveis TI.”

Todavia, o whitepaper também alerta que as empresas hoje precisam de começar a fomentar uma cultura de inovação e colaboração, tanto dentro como fora da sua organização, e destaca que a tecnologia desactualizada e as práticas laborais fora de moda podem asfixiar a produtividade e desmotivar os colaboradores.

As empresas precisam de começar a desenvolver uma visão para o local de trabalho do futuro

Empresas com os olhos postos no futuro já estão a desenvolver uma visão para o seu futuro local de trabalho, bem como a fazer planos para abraçar o papel diferente que os colaboradores vão desempenhar numa força de trabalho reconfigurada pela IA.

A Fujitsu recomenda que esta visão se alargue a futuros processos e práticas laborais, e que a tecnologia seja vista como uma ferramenta para responder a necessidades do negócio, em vez de ser uma solução isolada.

As empresas precisam de começar a desenvolver uma visão para o local de trabalho do futuro

Empresas com os olhos postos no futuro já estão a desenvolver uma visão para o seu futuro local de trabalho, bem como a fazer planos para abraçar o papel diferente que os colaboradores vão desempenhar numa força de trabalho reconfigurada pela IA. A Fujitsu recomenda que esta visão se alargue a futuros processos e práticas laborais, e que a tecnologia seja vista como uma ferramenta para responder a necessidades do negócio, em vez de ser uma solução isolada.





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